"Tem que desligar!!!" será a recomendação de 99% de todos os que lerem este blog, mas devo dizer a vocês que este desligamento iria gerar mais stress do que a ligação sutil.
Trabalhar não é castigo. Se o trabalho não estiver no pacote dos prazeres da vida o melhor é buscar outros trabalhos, outras ocupações.
Portanto você pode ter a certeza de que vou acessar os e-mails, os blogs, as mensagens sempre que puder.
E principalmente vou atualizar este Férias do Pio com assiduidade.
Para enviar informações para mim o melhor caminho será pelo e-mail da repense:
pio.borges@repensecomunicacao.com.br
Para comentar o blog no próprio blog.
E viva a conectividade.
olha a foto!
terça-feira, 28 de setembro de 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Ninguém tem nada de bom sem sofrer... Os trabalhos antes da viagem e o planejamento para evitar grandes problemas no dia-a-dia.
.
Antes de começar a viagem de férias há um período de preparação. Que começa na cabeça e chega logo depois às coisas práticas - como juntar todos os pontos dos vários cartões de crédito e transferi-los para o programa de fidelidade da TAM.
E ter uma grande alegria ao descobrir que havia milhas suficientes para ir à Europa, voar na Europa e voltar ao Brasil sem gastar um centavo com novas passagens!!!
Isto é muito bom, mas tende a criar a sensação de que tudo sai de graça.
E não sai.
Nesta hora é que você valoriza ainda mais o fato de ter bons amigos ... mais.
A Lúcia e o Alcides estavam com projetos para uma viagem pela Europa e poderiam acomodar a sua viagem para o mesmo período em que queríamos fazer a nossa.
Viajar juntos além da oportunidade para grandes papos e curtições dos usos e costumes dos nativos tem como subproduto uma coisa mágica: a divisão por dois dos custos de aluguel de carros.
Mas até se chegar a um roteiro mutuamente acordado e antecipar algumas reservas fica uma fase que curto sem muito detalhe.
Para mim esta fase é o lay-out da viagem. A arte final só vai existir ao final de cada dia e pode alterar em muito o lay-out inicial.
A questão das malas para cada casal e como levá-las conosco nos carros (inclusive com os cuidados de não parecer que somos turistas com mais idade) quando o carro for deixado num recanto de cidade do interior enquanto vamos a algum lugar a pé.
Ter o carro ou nossas malas roubadas é muita sacanagem para cariocas que em princípio sabem muito bem como se virar em qualquer lugar, sem dar mole para marginal "alemão" na língua dos nossos próprios marginais...
Só que, nestes termos mesmo, os "alemães" seremos nós. As quatro pessoas de fora querendo aproveitar o que cada lugar tiver para nos instruir, divertir, menos esta história de sofrer assaltos.
Nossos cuidados:
1. Jamais, ao chegar a qualquer lugar, abrir a mala do carro em praça pública para pegar alguma coisa nas malas de viagem que ali estão, como um casaco, ou deixar um casaco, ou apanhar uma câmara.
Sempre um "vagabundo" na definição global do termo, pode estar olhando e aproveitar-se do carro abandonado para arrombá-lo e nos deixar frustrados.
2. Portanto estes acessos à mala do carro devem ser feitçs ANTES da chegada nos lugares em que pretendamos parar.
3. Se não der para fazer isto SÓ ABRIR A MALA DO CARRO QUANDO ESTACIONARMOS em lugares cuja segurança seja julgada por nós como boa. Em garagens pagas ou pátios de restaurantes bem guardados, etc. etc.
4. Considerar que por mais privilegiada que seja a cidade sempre é bom lembrar do Marechal Floriano Peixoto, talvez o mais invocado presidente que este nosso país já teve: "confiar desconfiando".
5. Ao dizer a um amigo português que desconfiava de todo mundo em todos os lugares e me precavia quanto a isto em todas as minhas viagens ele me disse que em sua vida ele só fora assaltado... em Zurich.
Ora, o noticiário policial existe em todos lugares e não seremos nós que vamos "dar mole" para a marginália local...
6. Atenção agora para uma esperteza do redator deste Almanaque nascida numa visita com a Teresinha ao MoMA em NY há alguns anos: estavamos na fila para comprar nossos ingressos quando uma jovem francesa que estava à frente sacou o seu cartão de "periodiste" e recebeu os seus ingressos sem pagar um tostão.
A tentação surgiu na hora.
De repente voltei aos meus verdes anos como jornalista no Brasil.
Só para lembrar: jornalista era isento de imposto de renda até o governo do Castello Branco, para dizer o mínimo, e havia também benefícios como entrar de graça nos cinemas, teatros e onde mais se quisesse, coisa que jamais fiz na época.
Entrar em museus aqui já era de graça...para todo mundo.
Quando "descobri" esta história de que jornalistas não pagam entrada em museus me senti como um ali baba diante de cofres de tesouros, bastando meu cartão de identificação para o "abre-te sésamo!".
Devo dizer que me sentia "meio picareta" ao fazer isto para visitar museus quando não estava escrevendo matérias sobre o lugar.
Mas este ALMANAQUE DE FÉRIAS é a melhor justificativa para as minhas carteiradas que irão muito além das entradas.
A carteira internacional tem um capa de plastico vermelho em que a palavra PRESS aparece quase gritando.
Se sem carteira nada me detinha imagine minha folga se precisar usar o meu PRESS para entrar am algum lugar...
Não é besteira isto não. Pode ver que os jornalistas que estão cobrindo os aconrtecimentos no mundo estão cada vez mais usando coletes com o PRESS funcionando como salvaguarda contra seguranças e chaves para abrir portas trancadas.
Parece até que vou sair em missão militar. Nada disto, vamos em paz, mas como disse o Jabor hoje na sua coluna no Globo "Si vis pacem parabellum", que todo mundo sabe que significa "Se queres a paz prepara-te para guerra". Uma forma de transformar em lucro tudo o que não seja a guerra durante a viagem, como a questão da segurança nos deslocamentos, explicada acima.
7. Outra coisa interessantíssima para nós são as distâncias rodoviárias destes deslocamentos.
Estive no ano passado com um executivo belga num evento internacional e ele me disse entre risadas que Bruxelas, onde morava, tinha uma característica única: em qualquer direção que você saisse de lá - Norte, Sul, Leste ou Oeste e rodasse 100 quilômetros estaria fora da Bélgica.
Teresópolis fica a 120 quilômetros do Leme, onde moro. Se fosse na Bélgica já seria em outro país.
Só para lembrar a quem não gosta de olhar mapas: a Europa só tem o nome de continente porque quem inventou esta história de continentes foram geógrafos europeus.
A Europa é de fato uma península da Ásia.
Se ilhas tendem a ser menores e só viram continentes quando são muito grandes como a Austrália. E a Oceania abrange todas as outras ilhas da região. Uma península grande ganha o status de continente por lobby de quem distribui os títulos.
Tudo isto para pedir a sua atenção para as distâncias sempre muito curtas na Europa.
Você vai de um canto do norte da Europa para um canto sul rodando menos do que do Rio a Curitiba, ou menos do que do Rio a Brasília.
E por estradas - mesmo as internas fora das grandes vias - muito boas. E tudo que você queira ver estará a menos de 100 quilômetros do lugar em que você estava antes.
Me veio à cabeça um tema politicamente incorreto, mas irresistível nesta altura do texto. Esta história de blitzgrieg, guerra relâmpago que os nazistas fizeram despencando-se da Alemanha e chegando à França com seus regimentos de tanques em disparada.
Com estradas e veículos rápidos a blitz foi até lenta demais. Acho até que o Mourão deslocando suas tropas de Minas para o Rio rodou mais quilômetros em 1964. Com bem menos riscos é claro.
De Paris vamos para a Bélgica e lá vamos nos encontrar com a Lúcia e o Alcides e com o nosso Volvo para cobrir a região a começar por Bruges.
Bruges, como informa uma árvore genealógica da família Borges do Ceará(é assim que ela é conhecida) revela que o primeiro portugues que foi conhecido como Borges foi Gil Eanes, que ganhou este apelido por ter-se destacado num cerco a cidade de Bruges.
Com a notória dificuldade de nossos antepassados dizerem os nomes estrangeiros - a rainha da inglaterra para eles se chama Isabel e não Elizabeth por exemplo - o Bruges virou Borges o que me parece bem melhor.
Bruges é uma cidade linda e genial, e ao que consta tem as melhores moules - uns mariscos negros pequenos que irão exigir um grande esforço para ingerir um a um. Mas o sabor...
Esta fase preparatória da viagem se encerra no dia 30 de setembro em Paris. Hoje cuido de uma pauta básica para entender melhor os lugares visitados.
Quero ouvir das pessoas nas ruas , os chamados "populares" que encontramos em qualquer lugar, o que faz aquele lugar diferente dos demais. Uns tenderão a falar mais, outros nem vão entender a pergunta, mas vou tentar obter boas respostas.
As rivalidades locais são especialidades européias.
Os moradores das áreas que estão rio acima normalmente são vistos como inimigos pelos moradores do rio abaixo. Jusante e Montante são motivos de grandes Rivalidades.
E o pior é que todos têm bons motivos para achar os demais "inimigos" desde na escolha de queijos, vinhos, e no litoral de mariscos, maneiras de cozinhar, tipo de outras comidas, etc.
Esta história de cobrir a viagem vai me obrigar a registrar nomes de hotéis e restaurantes que acabo me esquecendo, como já me esquecia antigamente.
Na semana passada um amigo lembrou do restaurante mais antigo do mundo em Madri em que estive há alguns anos. Nem lembrava que tinha estado lá, deixado a lembrança morrer na memória.
Com esta viagem planejada vi que devia prestar mais atenção a detalhes assim.
O restaurante de Madri é o O Sobrino de Botín inaugurado em 1700 e poucos que jamais fechou as suas portas desde então. O Tour d'Argent em Paris afirma que tem mais de 500 anos, mas há controvérsias...
Este negócio de fechar as portas, passarem-se anos e outro restaurante reabrir com o mesmo nome, etc.
Vou ficar com olhar de lince para perceber estes detalhes e contar aqui.
Descobri também há pouco tempo que as Ardenas (e possivelmente em todos campos de batalha das últimas guerras) está coalhada de bombas não detonadas.
Parece que 10% das bombas militares dão "chabu" como diziam os reclames dos fogos Caramuru - os únicos que não dão chabu - e que portanto é preciso muito cuidado ao mexer na terra de lá.
Por vezes o chabu some na hora em que alguém remexe na bomba velha.
Portanto, bombas lá e nós cá.
Não pretendia antecipar-me nos preconceitos à distância, mas tenho uma obsessão nestas questões de banho e higiene. O verão já vai ter passado e estaremos em pleno outono. Espero que o odor predominante seja o das frutas amadurecidas e não de banhos não tomados da estação anterior...
Detalhe, nós por aqui só adquirirmos esta mania de banho devido à nossa herança indígena. Eles não usavam sabonete, mas tomavam banho o tempo todo. Em compensação os europeus criaram os melhores sabonetes e tomam muito menos banhos.
Isto gera consequências...
Tá já grande demais.
Aguarde os próximos, por favor.
Antes de começar a viagem de férias há um período de preparação. Que começa na cabeça e chega logo depois às coisas práticas - como juntar todos os pontos dos vários cartões de crédito e transferi-los para o programa de fidelidade da TAM.
E ter uma grande alegria ao descobrir que havia milhas suficientes para ir à Europa, voar na Europa e voltar ao Brasil sem gastar um centavo com novas passagens!!!
Isto é muito bom, mas tende a criar a sensação de que tudo sai de graça.
E não sai.
Nesta hora é que você valoriza ainda mais o fato de ter bons amigos ... mais.
A Lúcia e o Alcides estavam com projetos para uma viagem pela Europa e poderiam acomodar a sua viagem para o mesmo período em que queríamos fazer a nossa.
Viajar juntos além da oportunidade para grandes papos e curtições dos usos e costumes dos nativos tem como subproduto uma coisa mágica: a divisão por dois dos custos de aluguel de carros.
Mas até se chegar a um roteiro mutuamente acordado e antecipar algumas reservas fica uma fase que curto sem muito detalhe.
Para mim esta fase é o lay-out da viagem. A arte final só vai existir ao final de cada dia e pode alterar em muito o lay-out inicial.
A questão das malas para cada casal e como levá-las conosco nos carros (inclusive com os cuidados de não parecer que somos turistas com mais idade) quando o carro for deixado num recanto de cidade do interior enquanto vamos a algum lugar a pé.
Ter o carro ou nossas malas roubadas é muita sacanagem para cariocas que em princípio sabem muito bem como se virar em qualquer lugar, sem dar mole para marginal "alemão" na língua dos nossos próprios marginais...
Só que, nestes termos mesmo, os "alemães" seremos nós. As quatro pessoas de fora querendo aproveitar o que cada lugar tiver para nos instruir, divertir, menos esta história de sofrer assaltos.
Nossos cuidados:
1. Jamais, ao chegar a qualquer lugar, abrir a mala do carro em praça pública para pegar alguma coisa nas malas de viagem que ali estão, como um casaco, ou deixar um casaco, ou apanhar uma câmara.
Sempre um "vagabundo" na definição global do termo, pode estar olhando e aproveitar-se do carro abandonado para arrombá-lo e nos deixar frustrados.
2. Portanto estes acessos à mala do carro devem ser feitçs ANTES da chegada nos lugares em que pretendamos parar.
3. Se não der para fazer isto SÓ ABRIR A MALA DO CARRO QUANDO ESTACIONARMOS em lugares cuja segurança seja julgada por nós como boa. Em garagens pagas ou pátios de restaurantes bem guardados, etc. etc.
4. Considerar que por mais privilegiada que seja a cidade sempre é bom lembrar do Marechal Floriano Peixoto, talvez o mais invocado presidente que este nosso país já teve: "confiar desconfiando".
5. Ao dizer a um amigo português que desconfiava de todo mundo em todos os lugares e me precavia quanto a isto em todas as minhas viagens ele me disse que em sua vida ele só fora assaltado... em Zurich.
Ora, o noticiário policial existe em todos lugares e não seremos nós que vamos "dar mole" para a marginália local...
6. Atenção agora para uma esperteza do redator deste Almanaque nascida numa visita com a Teresinha ao MoMA em NY há alguns anos: estavamos na fila para comprar nossos ingressos quando uma jovem francesa que estava à frente sacou o seu cartão de "periodiste" e recebeu os seus ingressos sem pagar um tostão.
A tentação surgiu na hora.
De repente voltei aos meus verdes anos como jornalista no Brasil.
Só para lembrar: jornalista era isento de imposto de renda até o governo do Castello Branco, para dizer o mínimo, e havia também benefícios como entrar de graça nos cinemas, teatros e onde mais se quisesse, coisa que jamais fiz na época.
Entrar em museus aqui já era de graça...para todo mundo.
Quando "descobri" esta história de que jornalistas não pagam entrada em museus me senti como um ali baba diante de cofres de tesouros, bastando meu cartão de identificação para o "abre-te sésamo!".
Devo dizer que me sentia "meio picareta" ao fazer isto para visitar museus quando não estava escrevendo matérias sobre o lugar.
Mas este ALMANAQUE DE FÉRIAS é a melhor justificativa para as minhas carteiradas que irão muito além das entradas.
A carteira internacional tem um capa de plastico vermelho em que a palavra PRESS aparece quase gritando.
Se sem carteira nada me detinha imagine minha folga se precisar usar o meu PRESS para entrar am algum lugar...
Não é besteira isto não. Pode ver que os jornalistas que estão cobrindo os aconrtecimentos no mundo estão cada vez mais usando coletes com o PRESS funcionando como salvaguarda contra seguranças e chaves para abrir portas trancadas.
Parece até que vou sair em missão militar. Nada disto, vamos em paz, mas como disse o Jabor hoje na sua coluna no Globo "Si vis pacem parabellum", que todo mundo sabe que significa "Se queres a paz prepara-te para guerra". Uma forma de transformar em lucro tudo o que não seja a guerra durante a viagem, como a questão da segurança nos deslocamentos, explicada acima.
7. Outra coisa interessantíssima para nós são as distâncias rodoviárias destes deslocamentos.
Estive no ano passado com um executivo belga num evento internacional e ele me disse entre risadas que Bruxelas, onde morava, tinha uma característica única: em qualquer direção que você saisse de lá - Norte, Sul, Leste ou Oeste e rodasse 100 quilômetros estaria fora da Bélgica.
Teresópolis fica a 120 quilômetros do Leme, onde moro. Se fosse na Bélgica já seria em outro país.
Só para lembrar a quem não gosta de olhar mapas: a Europa só tem o nome de continente porque quem inventou esta história de continentes foram geógrafos europeus.
A Europa é de fato uma península da Ásia.
Se ilhas tendem a ser menores e só viram continentes quando são muito grandes como a Austrália. E a Oceania abrange todas as outras ilhas da região. Uma península grande ganha o status de continente por lobby de quem distribui os títulos.
Tudo isto para pedir a sua atenção para as distâncias sempre muito curtas na Europa.
Você vai de um canto do norte da Europa para um canto sul rodando menos do que do Rio a Curitiba, ou menos do que do Rio a Brasília.
E por estradas - mesmo as internas fora das grandes vias - muito boas. E tudo que você queira ver estará a menos de 100 quilômetros do lugar em que você estava antes.
Me veio à cabeça um tema politicamente incorreto, mas irresistível nesta altura do texto. Esta história de blitzgrieg, guerra relâmpago que os nazistas fizeram despencando-se da Alemanha e chegando à França com seus regimentos de tanques em disparada.
Com estradas e veículos rápidos a blitz foi até lenta demais. Acho até que o Mourão deslocando suas tropas de Minas para o Rio rodou mais quilômetros em 1964. Com bem menos riscos é claro.
De Paris vamos para a Bélgica e lá vamos nos encontrar com a Lúcia e o Alcides e com o nosso Volvo para cobrir a região a começar por Bruges.
Bruges, como informa uma árvore genealógica da família Borges do Ceará(é assim que ela é conhecida) revela que o primeiro portugues que foi conhecido como Borges foi Gil Eanes, que ganhou este apelido por ter-se destacado num cerco a cidade de Bruges.
Com a notória dificuldade de nossos antepassados dizerem os nomes estrangeiros - a rainha da inglaterra para eles se chama Isabel e não Elizabeth por exemplo - o Bruges virou Borges o que me parece bem melhor.
Bruges é uma cidade linda e genial, e ao que consta tem as melhores moules - uns mariscos negros pequenos que irão exigir um grande esforço para ingerir um a um. Mas o sabor...
Esta fase preparatória da viagem se encerra no dia 30 de setembro em Paris. Hoje cuido de uma pauta básica para entender melhor os lugares visitados.
Quero ouvir das pessoas nas ruas , os chamados "populares" que encontramos em qualquer lugar, o que faz aquele lugar diferente dos demais. Uns tenderão a falar mais, outros nem vão entender a pergunta, mas vou tentar obter boas respostas.
As rivalidades locais são especialidades européias.
Os moradores das áreas que estão rio acima normalmente são vistos como inimigos pelos moradores do rio abaixo. Jusante e Montante são motivos de grandes Rivalidades.
E o pior é que todos têm bons motivos para achar os demais "inimigos" desde na escolha de queijos, vinhos, e no litoral de mariscos, maneiras de cozinhar, tipo de outras comidas, etc.
Esta história de cobrir a viagem vai me obrigar a registrar nomes de hotéis e restaurantes que acabo me esquecendo, como já me esquecia antigamente.
Na semana passada um amigo lembrou do restaurante mais antigo do mundo em Madri em que estive há alguns anos. Nem lembrava que tinha estado lá, deixado a lembrança morrer na memória.
Com esta viagem planejada vi que devia prestar mais atenção a detalhes assim.
O restaurante de Madri é o O Sobrino de Botín inaugurado em 1700 e poucos que jamais fechou as suas portas desde então. O Tour d'Argent em Paris afirma que tem mais de 500 anos, mas há controvérsias...
Este negócio de fechar as portas, passarem-se anos e outro restaurante reabrir com o mesmo nome, etc.
Vou ficar com olhar de lince para perceber estes detalhes e contar aqui.
Descobri também há pouco tempo que as Ardenas (e possivelmente em todos campos de batalha das últimas guerras) está coalhada de bombas não detonadas.
Parece que 10% das bombas militares dão "chabu" como diziam os reclames dos fogos Caramuru - os únicos que não dão chabu - e que portanto é preciso muito cuidado ao mexer na terra de lá.
Por vezes o chabu some na hora em que alguém remexe na bomba velha.
Portanto, bombas lá e nós cá.
Não pretendia antecipar-me nos preconceitos à distância, mas tenho uma obsessão nestas questões de banho e higiene. O verão já vai ter passado e estaremos em pleno outono. Espero que o odor predominante seja o das frutas amadurecidas e não de banhos não tomados da estação anterior...
Detalhe, nós por aqui só adquirirmos esta mania de banho devido à nossa herança indígena. Eles não usavam sabonete, mas tomavam banho o tempo todo. Em compensação os europeus criaram os melhores sabonetes e tomam muito menos banhos.
Isto gera consequências...
Tá já grande demais.
Aguarde os próximos, por favor.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Um desafio por dia. Muitas alegrias também!
Há muito mais oportunidades de prazer quando você não segue os caminhos habituais. A capacidade de identificar novas soluções diante de problemas inesperados pode parecer um grande esforço, mas na verdade é a única oportunidade de alguém possa ter para sentir-se ativo.
Daí termos planejado, Teresinha e eu uma curta viagem de férias de pouco mais de 20 dias quando com a Lúcia e o Alcides vamos dois casais percorrer um roteiro pela Europa, terminando pela Sicília e por Portugal, andando de carro e percorrendo as terras de várias daquelas tribos que originaram tantas coisas.
Vou ser o editor do Almanaque de Ferias do Pio durante este tempo concentrando minhas postagens no que ache que possa interessar a todo mundo e em especial para incentivar a turma com mais de 50 anos a sair de seus casulos e gozarem do mundo.
Nunca o mundo - e vamos centrá-lo na Europa - esteve tão acessável como agora. Em 1968 bem mais jovens como é óbvio Teresinha e eu fizemos viagem semelhante numa Europa agitada, com estudantes dando pedradas e tomando pancadas da polícia em Paris, num mundo ainda dividido entre os comunistas e os direitistas.
Hoje a viagem será tranquila mesmo com ciganos sendo deportados, mussulmanos sendo limitados em seus costumes, desempregados atingirem percentuais nunca vistos, rivalidades étnicas regionais continuarem exacerbadas, a economia estar no limite de perdas ainda maiores, cacete, seremos testemunhas oculares da nova história se refazendo diante de nossos olhos...
Vou postar todos os dias, se possível, mas vou priorizar a viagem, a apuração, a análise (mesmo apressada) do que testemunharmos.
Tenho muito receio de ficar encantado com as minhas observações pois - você precisa saber disto - não me arrependo de nada escrito por mim em momento algum.
Visite o Almanaque do Pio, ou o Liberdade Carioca , dois blogs em que nos últimos anos tenho escrito coisas diversas. Pode ter a certeza de que não lamento coisa alguma ali postada.
Vamos ver agora...
Daí termos planejado, Teresinha e eu uma curta viagem de férias de pouco mais de 20 dias quando com a Lúcia e o Alcides vamos dois casais percorrer um roteiro pela Europa, terminando pela Sicília e por Portugal, andando de carro e percorrendo as terras de várias daquelas tribos que originaram tantas coisas.
Vou ser o editor do Almanaque de Ferias do Pio durante este tempo concentrando minhas postagens no que ache que possa interessar a todo mundo e em especial para incentivar a turma com mais de 50 anos a sair de seus casulos e gozarem do mundo.
Nunca o mundo - e vamos centrá-lo na Europa - esteve tão acessável como agora. Em 1968 bem mais jovens como é óbvio Teresinha e eu fizemos viagem semelhante numa Europa agitada, com estudantes dando pedradas e tomando pancadas da polícia em Paris, num mundo ainda dividido entre os comunistas e os direitistas.
Hoje a viagem será tranquila mesmo com ciganos sendo deportados, mussulmanos sendo limitados em seus costumes, desempregados atingirem percentuais nunca vistos, rivalidades étnicas regionais continuarem exacerbadas, a economia estar no limite de perdas ainda maiores, cacete, seremos testemunhas oculares da nova história se refazendo diante de nossos olhos...
Vou postar todos os dias, se possível, mas vou priorizar a viagem, a apuração, a análise (mesmo apressada) do que testemunharmos.
Tenho muito receio de ficar encantado com as minhas observações pois - você precisa saber disto - não me arrependo de nada escrito por mim em momento algum.
Visite o Almanaque do Pio, ou o Liberdade Carioca , dois blogs em que nos últimos anos tenho escrito coisas diversas. Pode ter a certeza de que não lamento coisa alguma ali postada.
Vamos ver agora...
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