olha a foto!

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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Quando as férias começam?




A PRIMEIRA FOTO POSTADA NÃO SAI DO BLOG, MAS DUAS NOVAS ESTÃO AQUI: A PRIMEIRA UMA ESQUINA TÍPICA DE PARIS, COM UM CAFÉ E TODAS AS LEMBRANÇAS QUE UM CAFÉ NOS TRAZ.

A SEGUNDA FOTO É DE UMA RUA BEM PRÓXIMA AO HOTEL DU LEVANT, NO QUARTIER LATIN, MEDIEVAL COMO TUDO EM TORNO DA NOTRE DAME, QUE REVELA O CHARME DE PARIS E JUSTIFICA SER ELA A CIDADE MAIS VISITADA POR TURISTAS NO MUNDO.


Viagem de férias ao exterior, especialmente quando não são frequentes , têm de ser vistas como um grande acontecimento em nossas vidas; pelo menos na minha vida e na vida da Teresinha.

Sair de casa, sair pelo mundo, saber aonde se vai, onde se está, o que ganhamos em visitar cada lugar, o que aquilo que vemos tem a ver com a nossa vida, são algumas das coisas a serem consideradas.

As considerações - se você der rédeas à imaginação - não têm fim, mas é justamente nesta busca de respostas é que está a meu ver a maior graça das viagens de passeio que por isto mesmo são muito mais atraentes do que as viagens “a trabalho”.

Viagem de trabalho é aquela em que você sai de casa com uma missão definida. Se hospeda em hotéis dedicados a atender gente de negócios (mais ou menos sofisticados), come nos melhores restaurantes da cidade, reúne-se com gente inteligente em muitas empresas, faz anotações, envia e-mails, fala ao telefone muito, por vezes faz palestras ou conferências e depois volta para casa.

Uma vez numa reunião destas nas Bahamas, na ilha de New Providence, depois de três dias do quarto para as salas de reunião, das salas de reunião para restaurantes eu me perguntei qual a grande diferença de fazer aquela reunião em New Iguaçu , por exemplo?

O lugar físico das reuniões de negócio é apenas uma conveniência geográfica. E nisto é que se torna tão diferente das viagens de prazer.

Estou cheio de cuidados para não chamar este tipo de viagens que vamos fazer de viagem turística. Claro que sendo um profissional de marketing a última coisa que poderia fazer seria desvalorizar a viagem turística.

Em 2010 possivelmente teremos alguma coisa como 1 bilhão de pessoas fazendo viagens turísticas por toda a terra. E neste bilhão de pessoas (1/6 da população do mundo) , nós dois e mais a Lúcia e o Alcides, com quem viajamos, estaremos computados.

Vou começar com algumas observações sobre esta ideia de fazer viagens de recreio.Peço a sua paciência.

Até o século XIX quase ninguém saia de suas cidades. Viver dava muito trabalho e não proporcionava às grandes massas as condições necessárias para sair de casa. A maioria aquzsse absoluta das pessoas não podiam deixar de fazer o que faziam para garantir as suas vidas; muito menos sair gastando seu dinheirinho em outros locais...

Não havia, para os empregado nem as folgas dominicais e muito menos algo como férias remuneradas.

O dinheiro que se tinha era o dinheiro que podia ser gasto. Bancos não cuidavam de aplicações de gente sem maiores recursos. Em resumo não havia dinheiro sobrando para coisas supérfluas, principalmente porque diante da ignorância generalizada, ninguém tinha idéia do que poderia ganhar saindo de seus cantos.

Nem sequer havia transporte organizado para se ir de um lugar para o outro.

Trens estavam sendo inventados e o transporte por carruagens puxadas a cavalo tinham de se limitar a distâncias curtas. Os cavalos tinham de ser trocados de tempos em tempos (as mudas) e os passageiros tinham de ser alimentados, os cocheiros trocados. Era mais complicado do que gerenciar uma linha aérea, hoje.

A nossa história do Brasil cheia de referências a navegadores, exploradores, invasores do território português, e as incursões dos bandeirantes nos fazem imaginar o passado como um momento cheio de viagens para todo mundo e a toda hora. E estas viagens da história eram viagens muito grandes da Europa para as Américas, para a África, para a Ásia e para a Oceania.

As viagens no entanto se faziam nos tempos mais antigos, desde da Grécia clássica, por três razões básicas:

1. Ganhar dinheiro ou vantagens que não podiam ser obtidos onde os “viajantes” estavam.

2. Ganhar os corações e mentes dos povos residentes nos lugares que seriam visitados.

3. Ganhar novos espaços para viver e fugir de condições desfavoráveis onde viviam os “viajantes”.

A coisa mais próxima do que pudesse ser chamado de turismo eram as viagens para lugares como Epidauro, na Grécia, para receber tratamento médico de Esculápio e seus seguidores.

Não existia nada que pudesse ser classificado como turismo.


Fazer turismo no sentido aceito por todos hoje de ir a lugares para divertir-se, tomar banhos de mar, praticar esportes locais, tal como subir montanhas, acampar nas matas, comer as especialidades regionais, tudo isto nem poderia ser imaginado como ficção,

Turismo, nas definições oficiais, é algo que implica em viagem de pelo menos 24 horas (e um máximo de seis meses) em que as pessoas saem de suas cidades e a elas voltam. Nas viagens de turismo não se deve ganhar dinheiro. O correto nas viagens de turismo é gastar dinheiro em troca de prazeres e boas lembranças.

O mundo – por absoluta falta de comunicação entre os povos – era até o século XIX pelo menos, um lugar muito mais soturno, fechado e a nosso ver, muito sem muita graça para os seus habitantes.

Algo que para mim guarda uma relação com o mundo animal: quando você quando esquece a maluquice de olhar os animais como gente (coisa que foi promovida pelos desenhos animados com bichos falates) vai perceber que animais só se interessam em preservar as suas vidas.

Bichos não contam com supermercados, nem com assistência médica, nem tribunais ou leis que os garantam ou protejam e eles saibam disto para poderem sobreviver.

Não é sem razão que os bichos sejam tão sérios.

O passarinho que “perca o seu tempo” para dar uma risada acaba sendo comido por outro pássaro maior que dedique o seu tempo a buscar comida da forma mais objetiva.

Cachorros não riem gatos não riem nem ursos, nem baleias, nem tartarugas. – faça a sua lista.

Pense agora em nossos antepassados, nas cidades e casas em que viviam e de onde percebiam que suas vidas estavam sempre por um fio. Isto era bem próximo da vida dos animais... com todo o respeito.

Qualquer epidemia acabava com as cidades, desmontava as famílias, enchia os cemitérios. O que nos tornou muito diferentes dos animais dedicados a sua sobrevivência foram duas invenções humanas que nos trouxeram com orgulho aos dias de hoje: a fé religiosa e todo o respeito pelos mitos e a arte em todas as suas formas.

Acho que somente quando pensamos e criamos fazemos coisas que realmente valem a pena.

Quanta conversa mole antes de começar a escrever sobre a nossa viagem de férias...



Mas, como disse antes, não acho que uma viagem, especialmente quando vamos fazê-la depois de algumas décadas de vida , pode se resumir a ir de um lugar para o outro, tirar fotos e mais fotos, comer refeições em lugares interessantes, hospedar-se em hotéis e depois voltar para casa apenas com estas lembranças (que vão se desvanecendo em nossa memória muito depressa) como o único valor obtido.

A viagem de férias física só se torna completa quando podemos pensar uma porção de coisas sobre ela...

Daí este meu cuidado em classificá-la como viagem de prazer, mais do que viagem de turismo.

A nossa tendência de deixar um rastro de destruição ao longo de nossas viagens de férias.



As últimas férias que tivemos nos aventurando de carro por vários países da Europa foram em 1968! O ano que não acabou, conforme o Zuenir Ventura. Não vou falar sobre 1968, pois só me lembro bem das barricadas nas ruas de Paris, do gás lacrimogêneo, da polícia baixando o cassetete nos estudantes e de nós assistindo aquilo tudo ao vivo a partir do Hotel Du Levant, na Rue de l’Harpe no Quartier Latin.

Embora toda a agitação nas ruas presenciada e vivida por nós , a gente só se dá conta que viveu a história quando aquilo passa a ser considerado história pelos analistas.

Mas a nossa decisão de viajarmos de carro pela Europa há uns dois meses atrás teve uma motivação mais simples: comemorar o aniversário da Teresinha aproveitando os feriados do início de outubro por uns 20 dias.

Combinamos com a Lúcia e com o Alcides fazermos a viagem juntos algo que pode ser um motivo de muita amolação quando não se compartilha sinceramente de idéias semelhantes, consolidadas em mais de 20 anos de amizade, convivência e conversas nos davam a certeza de que a nossa viagem poderia ser muito agradável... e foi.

Disse a Teresinha e a eles que iria escrever este blog como um registro das férias, mas não disse a ninguém o que estava por trás das minhas observações locais. Nem tomei notas, nem fiquei racionalizando o que estávamos fazendo, pois tinha a certeza de que se fizesse isto estaria tornando a viagem de todos muito chata.

Por decisão de todos os carros que alugamos para a nossa viagem foram sempre dirigidos por mim. Não por ser fominha de direção, mas porque ao longo da vida conclui que dirigir carros em qualquer situação nunca me faz ficar tenso.

Uma frase que costumo usar é que um carro é um sofá que se desloca enquanto você (eu) vê coisas interessantíssimas passarem diante de seus olhos.


Nesta viagem desde o primeiro minuto no carro alugado – que não foi um Volvo mas um Citroen Picasso C4 – foi com o uso de um GPS.

Se antes disto eu me divertia em seguir mapas rodoviários que tinham de ser rapidamente interpretados pela Teresinha – que naturalmente se desesperava em seguir os percursos enquanto carro rodava – agora alguém faz isto por nós ligada em vários satélites. Um voz em francês saída de uma caixinha onde a estrada – e as ruas por menores que sejam e cada cidade – aparecem sem deixar margens a dúvidas, se torna cada vez mais confiável.

Hoje, com todo o respeito por quem ficava estressado ao dirigir, qualquer barbeiro chega onde quiser se tiver um GPS instalado no carro.

O que sempre será preciso é você saber aonde você quer ir, e mudar os destinos sempre que lhe pareça uma coisa boa ser feita.

Fazer uma viagem de prazer tendo de observar roteiros e horários precisos fazem a viagem perder a graça e tornar-se numa gincana, feita sem motivo algum.

O justo equilíbrio entre o planejado e o executado é que dá toda a graça às viagens.
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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Mudanças nas postagens: o diário vai ser diferente do que previ. Espero que não fique chato...

CONSEGUI POSTAR AS FOTOS !!!

Aqui estão a Teresinha, a Lúcia e o Alcides Bethlem os alegres companheiros destas férias do Pio.

Depois de voltar e de entrar no ritmo do dia-a-dia estou sentindo que o almanaque de férias poderia ser prejudicado.

Decidi então escrever as postagens e depois transferi-las para cá.

Estou com uma imensa dificuldade de juntar imagens ao blog.

Tenho as fotos, mais de 700, e uma imensa vontade de juntá-las ao texto, mas não acho os caminhos. Não há ícones para fazer estes acréscimos.

Mas vou aprender .

A próxima postagem não poderia ser feita sem fotos.

Logo, por favor aguardem.

Em Lisboa, eu que sou um emérito apreciador de carne comi um filé inesquecível no Império.

Filé a Império é algo que não consigo entender porque alguém não faz aqio também.

Dou os detalhes depois com fotos do prato e redeitas.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Promessas dificeis de cumprir

Estou na Europq ha uma semana tentando manter estes Almanaque qtualizado, mas fiquei perdido diante dos teclados locais.
Prometo - ou ameaco - contar coisas notaveis depois do diq 20 .
No momento ficarei como a coruja da piada...prestando muitq atencao!!!!