olha a foto!

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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A Sicilía é talvez a ilha mais fascinante do mundo. Mas, é difícil decidir (1)






No Marketing surgido antes mesmo do marketing existir formalmente há slogans notáveis relacionados a lugares que se tornaram marcas registradas destas cidades.

Dentre eles o "Rio, Cidade Maravilhosa" , o VIR'NAPULE E PÒ MUOR, em napolitano mesmo, que quer dizer "Ver Nápoles e depois morrer", que também foi copiado por Roma, que usa a mesma lógica para dizer que é preciso ver Roma e depois morrer.

Durante um dia em casa vendo o canal Nat Geo qualquer pessoa , na maior boa fé, será capaz de dizer a mesma coisa em relação a uma centena de lugares em todas as partes do mundo. A terra é de fato muito bonita.

Mas, beleza não é tudo.

A Sicília está neste caso. A Sicília vai muito além da beleza que você vê por toda a parte. A beleza da Sicília vem em pelo menos quatro dimensões e se você não tiver os óculos para perceber esta quarta dimensão a do tempo vai perder cenas muito importantes.

Isto explica por que demorei tanto para escrever sobre uma viagem de apenas 7 dias.

Se eu fizer o que estou pensando em fazer nem sei se vou conseguir escrever a história toda que realmente interessa...

Foram 7 dias apenas , os 7 dias mais inspiradores em qualquer outra viagem de toda a minha vida. Não é exagero. Claro que ficou um gostinho de quero mais.

Minha expectativa antes de chegar era a de visitar aquela ilha embaixo da bota da Itália para ver ao vivo suas belezas antigas, herança da ocupação pelos gregos, magnificamente conservadas; ver o Etna, o vulcão mais ativo da Europa, pois tem sempre lava fervente em sua cratera e escorrendo montanha abaixo; visitar Taormina, imperdível segundo todos os visitantes amigos, e rodar de carro por cenários notáveis em suas várias cidades.

Também queria chegar a Siracusa para sentir a atmosfera do local onde viveu Arquimedes um dos maiores gênios da humanidade de todos os tempos. Naquela cidade ele viveu, trabalhou, criou, escreveu e morreu. Arquimedes era grego, nascido na cidade de Siracusa, que por volta dos anos 200 aC pertencia à Magna Grécia.

Arquimedes, ficou famoso a partir do grito de "Eureka" quando teria descoberto num banho de banheira que os corpos deslocam exatamente o seu volume em água quando mergulhados nela. Arquimedes, conforme relatos de historiadores cascateiros (que viveram 200 anos depois da morte de Arquimedes) teria saido de sua banheira, nu, correndo pelas ruas.

É realmente uma lição da História. Um cara que foi o primeiro grande cientista, matemático, pensador que criou as bases do cálculo infinitessimal tornar-se lembrado por uma historinha mentirosa, mas gostosa de ser repetida.

Um filósofo correndo nu pelas ruas de Siracusa, ao gritos de "Eureka" que queria dizer "Eu descobri".

A Arquimedes foi também falsamente atribuída a primeira arma que concentrava raios de luz ( do sol no caso dele) por um conjunto de espelhos apontados num alvo.

Com estes espelhos Arquimedes teria incendiado navios inimigos que tentavam atacar Siracusa. O que tem tudo para ter sido mais um chute na sua biografia que não precisaria de nenhuma destas bobagens para valorizá-lo.

Arquimedes tinha um grande problema: na sua época não deviam existir nem 100 matemáticos capazes de entender os seus trabalhos.

A maneira de "publicar" seus trabalhos era enviá-los como cartas para correspondentes no mundo mediterrânico. Grande parte destas cartas se perdeu, mas o que delas restou e foi publicado como "Codex Arquimedes" é suficiente para fazer da Sicília e de Siracusa o ponto maior do mapa da ciência do mundo antigo.

Arquimedes à beira do mar, e fazendo desenhos nas areias da praia, pensava em formas, proporções, linhas, e suas relações o tempo todo, divertindo-se com o que fazia e dentre estas "invenções" está o Stomachion, reproduzido acima como um quebra cabeças.

Só que, concebido por um gênio matemático e não por uma pessoa que simplesmente usasse uma tesoura para separar as partes de uma imagem para desafiar os outros para remontá-la, tudo no Stomachion obedecia a rigorosas fórmulas relacionado linhas e proporções.

Olhe para o Stomachion de Arquimedes, reproduza-o e saiba que há mais de 17 mil maneiras de acomodar estes triângulos para formar um quadrado.

Conseguir montar um só quadrado é dificílimo, imagine que depois de montar um - e fotografá-lo para provar que foi capaz - há mais umas 17 mil maneiras de rearrumar as peças para formar outros quadrados.

Minha curiosidade em relação ao Arquimedes é saber por quê uma pessoa usa o seu tempo para criar tal "game"?

Do lado prático da vida Arquimedes também inventou o parafuso de Arquimedes: uma peça em forma de parafuso que uma vez submerso num poço e girado sobre o seu eixo, fazia a água subir até em cima pois as voltas do parafuso eram côncavas.

Genial, pois não precisava de válvulas, precisava apenas de uma força para girar o parafuso, e fazer a água subir.

Queria conhecer o lugar do mundo onde uma pessoa deixada em sossego 200 anos antes de Cristo podia imaginar o que ele imaginou.

O mais prazeroso em viagens é ser agradavelmente surprendido por observações ou informações obtidas no local, ampliadas depois com algumas pesquisas mais simples.

O que a Sicília é exatamente ?

Em primeiro lugar a Sicília não é bem da Itália, como Arquimedes já provava 200 antes da era cristã...

Na wikepedia você vai ver que "A Sicília é uma região autônoma com estatuto especial da Itália meridional com 25 710 km² e 5,1 milhões de habitantes, cuja capital é Palermo. Tem bandeira própria - diferente da italiana - e é completamente circundada pelo Mar Mediterrâneo. É a maior ilha daquele mar em extensão e população."

A Sicília tem mais ou menos dois terços da área do estado do Rio e tem um cenário que propiciou toda a história fascinante que lá vem ocorrendo há milênios. O Etna garante que a Sicília ainda está "em construção". Como uma gigantesca betoneira em funcionamento contínuo há milhões de anos, o Etna fica despejando material de construção a sua volta.

Vai que o ativo operador da betoneira de lava cisme e decida mandar a ilha para o espaço?

Não há o que impeça uma coisa destas acontecer. O Krakatoua, na Indonésia no século XIX, antes de explodir a ilha e seus arredores, era um vulcão muito mais comportado do que o Etna.De repente explodiu fazendo a terra passar pelo menos por dois anos de céus enevoados e invernos mais rigorosos.

As pessoas que formaram a população da Sicília

O "homo sapiens", a espécie de bichos que somos, surgiu na África, mais ou menos onde hoje é a Tanzânia há uns 200 mil anos. Nossos antepassados não tiveram muita pressa em sair de lá. Mas foram saindo, rumo ao Norte, e há uns 40 mil anos, chegaram às margens do Mediterrâneo, no norte da África.

Sem que isto possa ser considerada uma ofensa a nossos ancestrais , não parece que eles tenham sido especialmente dotados da capacidade de construirem barcos, e mais importante ainda, de serem capazes de navegar neles em busca de novas terras entrando pelo mar adentro, longe das praias onde embarcaram.

Imagine um bando de "homo sapíens" numa beira de praia africana se perguntando o que haveria depois daquela água toda.E além dela.

Tiveram muito tempo para se indagarem sobre o que haveria depois do mar em frente, pois os primeiros sinais de visitas deles à Sicília foram há 12 mil anos. Teriam levado assim 30 mil anos ou umas 1500 gerações (na base de cinco por século) para decidirem enfrentar o mar e chegarem (talvez) a novas costas para explorar.

A nova costa mais próxima da África era a Sicília.

Depois deles (que deixaram lá os seus vestígios) vieram todos os povos do Mediterrâneo que construiram barcos, uma condição essencial e indiscutível para chegar a qualquer ilha.

Para ficar por lá, usufruindo o bom clima, as boas terras, as novas riquezas era essencial ter mais do que embarcações adequadas para enfrentar o Mediterrâneo, um marzinho mixuruca para quem viva no Brasil que tem em nossa costa o Oceano Atlântico e não um pequeno mar enfiado entre continentes.

Só que o Mediterrâneo é um marzinho bem enfezado. É um mar raso, que recebe ventos violentos do sul e do norte e embora sua maré não chegue a um metro de variação entre a alta e a vazante, revelou-se um paraíso para arqueólogos que sempre irão encontrar naufrágios de barcos de todas as épocas em baixas profundidades prontos para revelar as riquezas por eles transportadas nos últimos 3 mil anos pelo menos.

Além dos barcos terem de ser bem construídos tinham também de ser bem armados. Pois todos os povos navegantes tinham olho grande sobre as riquezas alheias.

Os navios tinham de ser bem armados, os portos bem defendidos, as vilas bem protegidas e todos estarem prontos para lutarem (matar ou morrer) nas próximas guerras ou invasões cuja repetição era tão segura quanto a sucessão das estações dos anos.

E a Sicília por todas as suas qualidades como terra produtiva, como bom local para viver com águas suficientes para matar a sede de gente, bichos e vegetais era boa demais para ficar em sossego.

Quem tivesse navios e soldados treinados jamais poderia deixar a Sicília de lado, pois não mereceria o respeito de outros povos.

Numa super-simplificação, a Sicília se tornou na resultante de todas estas lutas milenares. E o seu povo - que é a parte que importa num país - representa muito bem esta constante mutação de ocupantes. Nos seus rostos se você prestar atenção, verá o desfile destes invasores em seus gestos e atitudes. Estão lá os fenícios, gregos, romanos, árabes como registros seguros do passado de seus pais.

Conto tudo isto para deixar bem claro que qualquer pessoa na Sicília, seja ela o varredor de uma rua de vila no topo de uma serra, seja o deputado na assembléia em Palermo num ambiente renascentista, tem suas origens cravadas em milênios de história que só se tornou descontinuada quando os sicilianos imigraram para a América ou para o Brasil e aqui se casaram - como todos os imigrantes tendem a fazer - com gente de outras origens.

No Brasil há a integração de sicilianos e filhos de sicilianos com japoneses e filhos de japoneses, e assim por diante.

Ninguém hoje fica nas ruas sicilianas se gabando de sua história: a única forma desta história aparecer é através de sua língua, diferente do italiano e ainda mais diferente daquilo que nós no Brasil achamos que seja o italiano , amplamente difundido em novelas de televisão.

Sua população de 5 milhões de habitantes recebe pelo menos 1 milhão de visitantes todos os anos, especialmente de gente vinda da Itália. Basta para eles atravessar numa barca os três quilômetros que separam Messina no continente, onde alguns falam siciliano, mas onde se fala também os outros 23 dialetos italianos.

Dentre estes dialetos há outras línguas como o francês, no vale d'Aosta na fronteira com a Suiça, o albanês, o sérvio e uma porção de outros que deixaram de ser falados intensamente após a segunda guerra mundial. O latim, falado no Vaticano, não entra nesta conta...embora tenha sido a origem de todos os dialetos.

Gente que falava em dialeto no inicio do século passado normalmente não sabia escrever em língua alguma.

O povo era em geral iletrado, e mais iletrados ainda os que não falavam italiano.

Portanto falar em dialeto denunciava o analfabeto, quando isto deixava de ser aceito na sociedade.

Os dialetos no entanto continuam vivos na península e mais ainda na Sicília que faz questão de nos lembrar que não são italianos. E sim sicilianos.

Os sicilianos entendiam o que eu estava falando como mnais uma espécie de italiano, ou do que eu pensavam que era italiano. Pois eles já estão acostumados com gente de fora falando coisas numa língua italianada. O problema estava em eu entender o que eles tinham a dizer quando respondiam o que lhes era perguntado, especialmente nos pequenos vilarejos nas montanhas...

Na Sicília em nossos 7 dias tivemos dois "quartéis generais" para ficar em sintonia com os seus invasores históricos.

Lembre do Patton, que ao desambarcar na Sicilia com os seus tanques na Segunda Guerra Mundial, (no filme pelo menos) ficava lembrando das batalhas históricas em Siracusa, comparando-se com outros generais que haviam passado por lá.

Nós, modestamente, tratamos de ocupar as áreas que conseguimos "atacar" com nosso carro alugado, uma Mercedes 220, diesel com um GPS genial que infelizmente só falava alemão, e resistiu bravamente a nossos esforços de torná-lo mais fácil de ser compreendido.

Mas, em matéria de mapas , aquela telona de tv aberta no painel assim que ligávamos o carro seria o sonho dourado do Patton pois teria mostrado para ele mapas precisos de todas as estradas, estradinhas, riachos, rios e montanhas da ilha.

Não vou falar dos lugares turísticos maravilhosos que também estão disponíveis no Google ou em qualquer bom guia turístico da Sicília. Seriam precisos muitos livros para cada cidade visitada.

Palermo, escolhida como nosso quartel general nº 1, é grande, tem um tráfego louco onde a preferência é assegurada para quem entrar no cruzamento com mais "atitude" como diz o pessoal da moda.

Quem tenha mais atitude e não esteja enfrentando um caminhão que pode não ter atitude mas tem muito mais peso, se dará bem. Se não tiver "atitude" não vai cruzar as ruas onde não haja sinais.

Mas para fazer isto é preciso sintonizar-se com a alma siciliana.

Coisa tornada mais fácil para nós, pois a placa do carro alugado era de Palermo e não de outro país, que certamente não seria considerado ao tentar demonstrar "atitude" num cruzamento maluco...

O Alcides, revelando sua sabedoria e a prudência de um engenheiro havia comprado um GPS na Bélgica que nos acompanhou em toda a viagem, falando em francês e que ficava abaixo do espelho retrovisor interno, repetindo o mapa do GPS alemão, mas falando em francês informando exatamente onde ir, como ir, e quando estávamos chegando.

Fomos a Agrigento, atravessamos a ilha de lado a lado, chegamos ao topo de montanhas altas de que víamos vilarejos ainda mais altos em que poucas casas aparentemente estavam lá há séculos.

E de que não havíamos lido referências em qualquer publicação. Cruzando sobre as montanhas rumo a Taormina vimos numa curva da estradinha estreita uma grande vila cheia de casas completamente abandonada.

Fui catar a sua imagem com o zoom da Nikon e tivemos a prova do abandono.

Não havia sequer uma pessoa por lá, ninguém tomava conta daquilo.

As pessoas todas, como num conto do José J.Veiga todos tinham ido embora.

Não havia placas na estrada indicando a vila abandonada. Ela simplesmente existia lá no alto.

O que era ainda mais intrigante: muitas outras vilas como aquela estavam salpicadas sobre as montanhas que cruzamos. As mais baixas foram atravessadas por nós na estrada que percorríamos com a segurança do GPS e seus mapas.

Para mim estes vilarejos nas montanhas eram uma prova física de que para sobreviver numa ilha sempre atacada por inimigos externos era precisoo se defender num lugar de difícil acesso, de onde os sitiados podiam defender-se dos atacantes por um bom tempo.

O maior problema para mim era saber como eles conseguiam a água para sobreviver. Não foi sem motivos que Arquimedes inventou a bomba do parafuso que sendo girada retirava a água do fundo dos poços e a fazia subir nas voltas de um parafuso. Um troço genial que só teria sentido para gente que realmente precisava fazer a água subir para algum lugar, ou morrer de sede.

Olhando para os vilarejos imaginamos a quantidade de parafusos para manter aquela genter viva por séculos e séculos. Especialmente nos séculos em que a energia para girar o parafuso não vinha da eletricidade...

Explorar mais detalhadamente estes vilarejos vai ficar para a próxima viagem feita com mais tempo, juro.

A Sicília não é feita só de montanhas, nem de áreas vulcânicas em torno do fumegante Etna. Há muitos campos onde os sicilianos estão plantando vegetais naturais - sem agrotóxicos - de maior preço e muito apreciados no continente.

Foi numa incursão para fora das rodovias principais que deparamos com o casal que roubava azeitonas em pleno domingo.

Como nós sherlocks de araque desobrimos este crime? Elementar, meus caros.

O GPS permite enveredar por qualquer caminho pois os computadores e satélites podem nos tirar de lá.

Quando íamos para Agrigento decidimos sair da estrada principal e resolvemos explorar uma estradinha de terra que se estreitava a medida que avançávamos por ela.

Seria o lugar perfeito para não encontrar ninguém vivo. Ora, como já disse , a estradinha se estreitava e se tornava cada vez mais esburacada, embora se mostrasse capaz de nos levar , alguns quilômetros adiante , de volta para uma estrada principal.

De repente vemos um carro velho, esbandalhado parado um pouco adiante, numa plantação de oliveiras com duas pessoas do lado de fora com sacos de aninhagem nas mãos.

A vontade irresiastível de perguntar coisas a quem esteja na estrada não podia ser evitada por mim que tenho todos os motivos para jamais fazer isto.

Antes do GPS já preferia me guiar pelos mapas, depois do GPS então nem preciso de mapas. Gente, pelo simples fato de estar num lugar não entende de como fazer indicações.

Faça um teste na sua cidade, parando em qualquer esquina e peça informações. Na maioria das vezes a pessoa vai dizer que não sabe, e as que não querem parecer patetas vão mandar você para o lugar errado. Claro que há os maníacos por pedir informação em postos de gasolina e eu pergunto porque cargas d'água frentistas que moram quase sempre muito longe dali vão saber dos detalhes dos arredores?

Logo, mesmo parecendo muito teimoso, fujo das informações dos transeuntes.

Voltemos para a nossa estradinha, nosso caminho carroçável da Sicília, e ao casal idoso que no meio de um deserto - pois não havia casa, nem gente, nem outras estradinhas em volta - deicava-se em plena manhã de domingo à colheita de azeitonas.

Claro, que eram eles os "donos" da plantação. Claro também, que não eram nem funcionários do dono. Eram ladrões dominicais, enfiados com seu carrinho num caminho por onde ninguém poderia pensar em trafegar.

Eis que um movimento distante se tangibiliza num automóvel, inadequado para andar naquele tipo de estrada, com quatro pessoas dentro, que marcham com segurança em sua direção.

A primeira providência deles, entre eles, deve ter sido um fica quieta e finge que estas pessoas não existem. É capaz delas sumirem.

Quase sumíamos, passando bem devagar pelo casal, e seguindo em frente.

Mas paramos diante deles, para que lhes fosse feita a pergunta: Por favor, estamos na estrada certa para Agrigento?

Claro que estávamos e o bom da pergunta foi de ficarmos diante de um casal siciliano, com toda aquela herança genética, dedicado a colher azeitonas para fazer o seu próprio azeite em casa. Coisa que deviam fazer há décadas, na segurança dos domingos, a beira de caminhos por onde não passa ninguém.

Deui vontade de pedir umas azeitonas tiradas do pé para sentir o gosto da fruta milenar. Mas, as mãos dos dois estavam tão sujas que seria difícil levar as azeitonas diretamente para a boca.

Resultado: estivemos prestes a saborear azeitonas sicilianas tiradas na hora de oliveiras centenários e não fizemos isto por puro preconceito contra a sujeira incrustada nas mãos do casal...

Interrompo a saga siciliana aqui e a retomo no capítulo 2 , que na ordem dos blogs vai aparecer ANTES deste.